CÂNCER DO INTESTINO GROSSO
O câncer do intestino grosso, ou colorretal, é um tumor maligno que tem início no cólon ou no reto. É um dos mais comuns do organismo, mas, quando diagnosticado precocemente, pode ser curado.
Causas
Embora suas causas não sejam totalmente esclarecidas, sabe-se que não existe um fator único responsável por todos os casos de câncer do intestino grosso. Os principais são:
• Alterações genéticas: podem ser herdadas dos pais (predisposição ou tendência familiar).
• Fatores dietéticos: uma dieta rica em carne vermelha, gordura animal e pobre em fibras aumenta a chance de desenvolver uma doença. Em contrapartida, uma alimentação baseada em vegetais, cereais e frutas reduz essa possibilidade;
• Outros fatores: pessoas com alguma doença intestinal incomum, como uma retocolite ulcerativa idiopática, ou que foram submetidas à radioterapia anteriormente para tratar tumores têm maior risco de adquirir o câncer.
Como o câncer de intestino grosso pode ser evitado?
Fazer avaliações médicas periódicas podem evitar o desenvolvimento da doença. Existem exames que conseguem diagnosticar e retirar os pólipos do intestino antes que se tornem câncer.
Entre os exames, pode ser feita uma pesquisa de sangue nas fezes, já que pode ser um indício da presença do câncer, e a colonoscopia.
Sintomas
Em sua fase inicial, o câncer do intestino grosso não provoca sintomas. No entanto, quando o tumor aumenta, pode causar desconforto abdominal, mudança no hábito intestinal, presença de sangue nas fezes, anemia e perda de peso. Caso apresente um ou mais sintomas é fundamental procurar um médico.
Tratamento
Existem 4 opções de tratamento para o câncer do intestino grosso.
• Cirurgia: É a principal forma de tratamento para todos os estágios do câncer. O tipo de cirurgia varia o tamanho e o local do tumor bem como sua presença em outros órgãos.
Procedimentos cirúrgicos podem ser:
- Colectomia: Consiste na remoção de uma parte do intestino grosso que contém o tumor, além dos linfonodos adjacentes. O trânsito do órgão é reconstruído por meio de sutura. A colectomia pode ser feita por via aberta ou videolaparoscopia.
- Excisão local: alguns tumores iniciais podem ser eliminados por remoção local, sem necessidade de colectomia. S e o tumor estiver em um pólipo na fase inicial, a retirada total pode ser feita através da colonoscopia.
- Tratamento cirúrgico de metástase: Nos casos em que o câncer é diagnosticado de forma tardia, é possível que o tumor invada outros órgãos. P ode ser necessária a remoção parcial ou completa dos órgãos. A retirada pode acontecer antes, durante ou depois da cirurgia do intestino grosso. A escolha do momento mais propício depende de diversos fatores como: tamanho, número de metástases e de tecidos comprometidos, bem como o estado geral do paciente.
• Quimioterapia: Além da cirurgia, faz parte do tratamento a realização de quimioterapia. Consiste no uso de medicamentos que destroem as células cancerígenas ou impedem sua multiplicação. Essa medicação circula por todo o organismo e pode destruir o câncer de qualquer parte do corpo (efeito sistêmico). O objetivo principal da quimioterapia é aumentar as chances de cura do paciente.
• Radioterapia: Uma fonte de elevada energia ionizante é usada para destruir as células cancerosas ou impedir sua multiplicação. A radioterapia é feita com o auxílio de uma máquina externa e pode ser usada antes ou depois da cirurgia.
• Terapia biológica: Consiste em anticorpos produzidos em laboratório e que agem especificamente contra as células tumorais, reduzindo o crescimento do câncer. Dessa forma, não causam lesões nas células normais. Os efeitos colaterais podem existir, mas, em geral, são leves e temporários.