Cirurgia Metabólica

cirurgia metabólica

Em dezembro de 2017, o Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou a resolução número 2.172, que trouxe novas regras e ampliou a indicação da cirurgia metabólica para o tratamento de pacientes com diabetes tipo 2.

A cirurgia metabólica consiste no  mesmo procedimento da cirurgia bariátrica. A diferença entre as duas é que a cirurgia metabólica visa o controle do diabetes tipo 2 e a cirurgia bariátrica tem como objetivo a perda de peso.

Foi normatizado que a cirurgia metabólica indicada para pacientes com diabetes tipo 2 é  prioritariamente, a técnica do  bypass gástrico com reconstrução em Y-de-Roux (BGYR). Somente em casos de contraindicação ou desvantagem do BGYR, a gastrectomia vertical (GV) será a opção indicada. Nenhuma outra técnica cirúrgica é reconhecida para o tratamento desses pacientes.

 

Quem pode fazer

cirurgia metabólica

Com a nova resolução do CFM,  a cirurgia metabólica  passa a ser uma opção terapêutica nos casos em que  o tratamento clínico não apresente resultados.

Critérios

Diabetes

O diabetes afeta cerca de 14 milhões de pessoas no Brasil e o número cresce ano após ano. Entre as causas estão, além dos fatores genéticos, o aumento da obesidade decorrente de maus hábitos alimentares e sedentarismo.

O diabetes tipo 2 surge, em geral, na fase adulta e está ligado à resistência à ação e diminuição da produção de insulina no pâncreas, ação deficiente de hormônios intestinais, entre outros. A obesidade, dislipidemia (elevação do colesterol e triglicerídeos), hipertensão arterial, histórico familiar da doença ou de diabetes gestacional, e o processo de envelhecimento os principais fatores de risco.

Por ser uma doença crônica e progressiva, o diabetes pode causar sérios danos à saúde como cegueira e amputações. Por isso, é recomendado que seja diagnosticado e tratado o mais cedo possível.

No entanto, por ser uma doença silenciosa, o diabetes é difícil de ser diagnosticado uma pessoa pode ter diabetes por muitos anos sem apresentar qualquer sintoma da doença. Uma única maneira segura de diagnosticar o diabetes tipo 2 é através do exame de glicemia em jejum ou hemoglobina glicada que mede a quantidade de açúcar na corrente sanguínea.

Silencioso, o diabetes tipo 2 apresenta vários riscos para a saúde do paciente, entre eles problemas cardíacos, acidente vascular cerebral (AVC), problemas na visão, insuficiência renal, neuropatia, hepatite, impotência sexual e amputações.

 Veja alguns dos sintomas frequentes do diabetes tipo 2: